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Advogados deixam caso de médico preso em flagrante por estupro; novos relatos indicam mais vítimas

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Nesta segunda-feira, 11, os advogados de Giovanni Quintella Bezerra, médico anestesista preso em flagrante após estuprar uma mulher durante uma cirurgia de cesárea, anunciaram que deixaram o caso.

Em breve comunicado, o escritório de advocacia afirmou não ter interesse na contratação do serviço por parte do acusado. “O Escritório Novais Advogados Associados informa que não possui interesse na contratação dos serviços do caso do Médico anestesista, desejando sorte na defesa com seu futuro patrono”, disse em nota.

NOVOS RELATOS

Também segunda-feira, novos relatos de possíveis vítimas chegaram ao conhecimento dos investigadores do caso. A mãe de uma paciente contou em depoimento que a filha voltou suja da sala de parto. “Quando minha filha veio da mesa de cirurgia, ainda desacordada, ela veio suja. Percebi sobre o rosto e sobre o pescoço dela algumas casquinhas secas, brancas. Eu não sabia o que era. Achava que era algum medicamento que tinha entornado”, disse.

Segundo ela, a filha contou que Giovanni ficou o tempo todo perto da cabeça da paciente e, quando ela questionou por que estava sonolenta, o anestesista pediu que ela ficasse calma. “E ele todo o tempo falando: ‘Não, fica calma, relaxa, dorme, fica tranquila’”, relatou.

Um homem, marido de uma das pacientes atendidas por Giovanni no domingo, 10, confirmou à polícia que o anestesista solicitou que ele fosse retirado da sala de parto.

A delegada do caso, Bárbara Lomba, afirmou nunca ter visto nada parecido. “Nunca tinha visto nada parecido. A gente tem 21 anos de atuação na polícia, acostumados com atrocidades, toda sorte de violência”, disse.

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