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Caso Wolf: Acusado de golpe milionário em mais de mil pessoas é condenado em Belém

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O ex-empresário Olavo Renato Martins Guimarães, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime inicialmente fechado. A condenação aconteceu nesta quinta-feira, 24, em Belém. Olavo foi acusado de liderar um esquema de golpe milionário em mais de mil pessoas, sendo pelo menos 500 delas só no estado do Pará. O valor estimado dos prejuízos é superior a R$ 60 milhões. Só na 6ª Vara Cível tramitam mais de 300 ações de vítimas da fraude.

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Prisão de Olavo ainda em São Paulo. Imagem: Reprodução TV record

O caso ficou nacionalmente conhecido como “Caso Wolf” em referência ao nome da empresa de Olavo que se chamava Wolf Invest.

Foi determinado na sentença do juiz Jackdon Sodré Ferraz, da 5ª Vara Penal de Belém, que o bloquei dos bens de Olavo e de suas empresas permaneça e determina pagamento de multa pelos crimes de estelionato de forma continuada e por lavagem de dinheiro. O ex-empresário está preso desde agosto do ano passado quando foi detido em um condomínio de luxo em São Paulo. Olavo continua na cadeia após ter sido negado o direito de recorrer da condenação em liberdade.

Relembre o caso do esquema milionário:

Olavo Renato Martins Guimarães foi apontado como o responsável por uma organização criminosa que fazia um esquema de pirâmide financeira, que recrutava investidores com promessas de investimentos que variavam entre 7% e 10% ao mês. É acusado de usar os recursos financeiros dos clientes para remunerar membros das camadas anteriores da “pirâmide”.

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Segunda a Delegada Ivalda Aleixo, os investidores interessados só recebiam o retorno do investimento nos primeiros três meses. De acordo com as vítimas, os rendimentos dos valores investidos foram repassados pela empresa até maio de 2019, quando os pagamentos foram interrompidos.

Foram oito meses de investigação, e segundo o polícia, a quadrilha trabalhava em diferentes regiões do Brasil. O esquema foi denunciado para a polícia por supostas vítimas.

30 milhões de reais em pedra preciosas, 150 quilos de rubis em estado bruto, foram apreendidas com Olavo durante a operação que o prendeu em São Paulo no ano passado. A acusação é de que Olavo comprava as pedras para “lavar” o dinheiro dos golpes. As pedras também foram enviadas ao estado do Pará junto com o acusado.

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Apreensão das pedras preciosas em São Paulo. Imagem reprodução TV Record.

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