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Condenado na Itália a 9 anos por estupro, Robinho não pode ser extraditado

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O jogador de Futebol Robinho foi condenado em última instância pela justiça da Itália por violência sexual. A decisão saiu nesta quarta-feira, 19 e condena Robinho e seu amigo Ricardo Falco a 9 anos de prisão por violência sexual em grupo. A sentença sairá em 30 dias.

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Robinho e seus advogados apresentaram nesta manhã o último recurso, que foi negado pela corte italiana. De acordo com o código penal italiano, a participação de duas ou mais pessoas reunidas no ato de violência sexual, forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade física ou psíquica corresponde ao artigo 609 bis, no qual os dois foram arrolados. A defesa dos brasileiros diz que a relação foi consensual.

O crime foi cometido por Robinho em 2013 na boate Sio Café, em Milão. A denúncia da Procuradoria da cidade afirma que além de Robinho e Falco, mais quatro brasileiros participaram da violência sexual contra uma mulher de origem libanesa. Os outros quatro foram apenas citados na ação e não foram acusados.

O estupro aconteceu dentro do camarim do local. A vítima tinha ido comemorar seu aniversário de 23 anos. Hoje ela tem 32. 

Extradição

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Robinho está atualmente no Brasil e, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, ele não pode ser extraditado para a Itália para cumprir a pena. O inciso 51 do artigo veda totalmente a extradição, salvo em casos de relacionados ao tráfico de entorpecentes.

A justiça italiana pode pedir a transferência de pena, para que Robinho cumpra aqui no Brasil e caberá à justiça brasileira autorizar. 

O jogador também pode ser preso caso viaje para algum país que tenha acordo de extradição com a Itália.

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