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‘Desequilíbrio financeiro’, diz Setransbel sobre crise do transporte público na capital paraense

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A paralisação dos rodoviários da empresa Monte Cristo entrou no segundo dia ontem (26). Ao todo, cerca de 10 mil passageiros estão sendo prejudicados pela greve. 

Essa é mais uma das várias consequências da crise do transporte público coletivo de Belém e região metropolitana. Com os diversos aumentos do diesel, o cenário tem ficado ainda mais complicado. 

O BT conversou com o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Belém (Setransbel) que comentou sobre a atual situação do sistema. “O sistema de transporte coletivo de Belém está em desequilíbrio financeiro há alguns anos. Para que melhorias aconteçam, o poder público precisa aderir às desonerações e os subsídios para não sobrecarregar o passageiro, que atualmente, é a única fonte de custeio para o sistema. As empresas aguardam pelo resultado da adoção do subsídio para que o setor consiga se reestruturar para apresentar as melhorias fundamentais para o transporte público”, disse o órgão.

Constantes aumentos do diesel pioraram a crise do transporte. Foto: Reprodução.

O Setransbel reforçou também que a falta de apoio como o subsídio por parte da administração pública prejudica bastante o sistema, incluindo o serviço ofertado ao usuário. “A adoção do subsídio é um fator que vai auxiliar na manutenção do sistema. Hoje, o setor de transporte de passageiros por ônibus em Belém depende do valor da tarifa de remuneração paga pelo usuário, que é a única fonte de receita do sistema. Nunca se teve subsídios na tarifa em Belém. A falta de homologação das tarifas técnicas, definidas pelo órgão gestor, prejudicam o sistema, causando prejuízos na operação, o que ao final reflete na prestação do serviço”, afirmou. E continuou: “Apenas dois itens representam mais de 80% dos custos da operação: pessoal próximo a 45% e combustíveis cerca de 40%.  As tarifas técnicas não têm sido cumpridas, levando ao colapso do sistema. O resultado é a falta recurso financeiro para melhorias, como a renovação da frota e conservação mais eficiente dos veículos. Além de refletir nos compromissos com os funcionários”, falou o Sindicato.

Foto: Reprodução.

O BT quis saber, também, se existe alguma perspectiva de melhora do serviço ofertado ao usuário. “As empresas veem no subsídio uma luz, já que esse pode contribuir na reestruturação do sistema, além de não sobrecarregar o valor pago pelo usuário e ainda honrar com os pagamentos dos colaboradores e manutenção regular das frotas”, disse o Setransbel.

Sobre as demandas mais urgentes do setor que precisam de atenção imediata, o sindicato reforçou que o subsídio é a maior delas. “A urgência está na determinação das desonerações e subsídios previstos pela Prefeitura de Belém. Os dois são necessários para reestruturar e melhorar a qualidade do sistema, que mensalmente acumula prejuízos de R$ 18 milhões de reais”, finalizou.

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