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Dirofilariose: saiba o que é o ‘verme do coração’ e como tratar

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Se você nunca ouviu falar em dirofilariose, venho informar que ela está mais presente na rotina clínica veterinária do que se gostaria. Essa doença, causada pela Dirofilaria immitis (um nematódeo), é uma zoonose ainda pouco conhecida, mas de grande importância na medicina veterinária.

Apesar de ser chamada de “verme do coração”, esse parasita na verdade tem como alvo os vasos sanguíneos pulmonares. Contudo, uma vez que a infestação esteja muito acentuada, os vermes adultos podem se acomodar em câmaras cardíacas, causando uma série de distúrbios.

A doença é transmitida, sobretudo, por mosquitos do gênero Aedes, mas também é possível a transmissão por algumas espécies dos gêneros Culex e Anopheles. Até pouco tempo atrás era considerada uma doença que se concentrava principalmente em regiões litorâneas, porém tem-se observado um aumento expressivo em casos positivos (e assintomáticos!) em Belém e região metropolitana nos últimos anos.

Cães domésticos e canídeos selvagens podem hospedar o verme, mas uma informação que muitas vezes passa batida é que gatos também podem hospedar o agente causador da doença.

O ciclo da Dirofilaria immitis, desde a transmissão até a manifestação da doença, pode levar até 9 meses (bem longo, né?). O mosquito se alimenta de um animal com larvas na circulação sanguínea, as ingere, e no momento em que for se alimentar de outro bichinho (saudável), inocula essas larvas e elas seguem seu ciclo até se tornarem adultas. O diagnóstico dessa doença se dá, sobretudo, por meio de testes laboratoriais específicos e pelo ecocardiograma.

Muitas vezes a dirofilariose é assintomática, até porque sua evolução é lenta, então o paciente pode já ser positivo para a doença e ainda não ter manifestado qualquer sintoma. Uma vez concluído o ciclo, com a instalação de vermes adultos em grande quantidade em vasos pulmonares e câmaras cardíacas, alguns dos sintomas que podemos encontrar são: tosse, intolerância ao exercício (cansaço fácil), desmaios e ascite (também conhecida como “barriga d’água”).

A melhor abordagem sempre será a prevenção. É possível intervir por meio do uso de repelentes de mosquitos de uso veterinário (como sprays e coleiras), bem como de medicamentos de ação prolongada, também conhecida como “vacina” contra dirofilariose.

É uma doença que tem tratamento, o qual varia a depender da fase da doença, porém há riscos que devem ser considerados, principalmente quando falamos em tratar pacientes com vermes adultos já instalados. Não deixe de se informar com seu médico veterinário de confiança e de realizar check-ups periódicos no seu animalzinho! 

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