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‘Golpe do cheiro’: Relatos de dopagem em carros de aplicativo viralizam nas redes

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Há alguns meses, o Brasil vem acompanhando nas redes sociais os ditos casos de “golpe do cheiro”, que consistiria em motoristas de aplicativos que estariam utilizando substâncias químicas para dopar passageiras mulheres em viagens que elas fariam sozinhas. Estamos aqui no campo da suposição, já que, segundo relatos da Polícia Civil de vários estados como São Paulo, Rio de Janeiro ainda não há a comprovação do que realmente esses casos tenham ocorrido.

Os relatos se intensificaram na internet em junho deste ano, sendo publicados em portais do país, inclusive com um áudio de uma mulher que teria pulado de um carro em movimento após sentir dormência no corpo após um forte cheiro ter tomado conta do veículo.

Os testemunhos ganharam a internet e pairou no ar a dúvida: se tratam de casos reais ou boatos de internet?

Na manhã deste sábado, a jornalista Astrid Fontenelle compartilhou mais um vídeo de um relato de uma mulher que diz que o caso aconteceu com uma pessoa próxima. Astrid, enquanto compartilha o vídeo nos stories, também afirma que não foi o primeiro relato que ouviu sobre o tema.

A jornalista Astrid Fontenelle compartilhou o vídeo em suas redes sociais

Veja o vídeo:

@gabfrei6 #alerta #cuidado #mulheres #fyp #tiktok #cuidese ♬ som original – Gabys

Este vídeo viralizou e já possui mais de um milhão de visualizações. E a discussão recomeçou. Seria algo real ou não?

Ao mesmo tempo que o caso é compartilhados por mulheres que muitas vezes não se sentem seguras em situações como a de viajar em carros de aplicativo, também é discutida por motoristas que se sentem lesados por algo sem comprovação da Polícia ser divulgado, o que poderia prejudicar seu trabalho. Muito também se questiona se seria possível entrar em um carro com o dito “cheiro forte” sem que também o motorista ficasse dopado com o mesmo. A discussão foi levantada e segue circulando nas redes.

Existem diversos casos reais, comprovados pela polícia, de assédio dentro de carros de aplicativo, o que faz com que a discussão se repita nas redes.

O QUE DIZ A POLÍCIA:

Até o momento, ninguém foi preso pelo suposto crime e também não se sabe a motivação dele, ou seja, se teria finalidade de abuso sexual, de roubo ou sequestro, por exemplo. No Rio Grande Sul, em Canoas, uma acusação foi arquivada em fevereiro deste ano por falta de provas. Não foi encontrado qualquer tipo de entorpecente no veículo ou na passageira. A Polícia também entendeu que não houve má-fé na denúncia. Outro caso similar, no Rio de Janeiro, teve laudo pericial publicado em 12 de maio pela Polícia Civil, concluindo que o produto utilizado pelo motorista acusado era apenas álcool 70%. Neste acaso, a defesa do condutor irá abrir um processo de calúnia e difamação contra pessoa que o acusou.

O QUE DIZEM AS EMPRESAS:

Procuradas por portais de notícia de todo o Brasil desde Maio deste ano, a Uber enviou uma nota, neste caso ao portal Terra, afirmando que trata todas as denúncias com a máxima seriedade e avalia cada caso individualmente para tomar as medidas cabíveis, sempre se colocando à disposição das autoridades competentes para colaborar, nos termos da lei. Segundo a empresa, a única denúncia dessa natureza que já teve a investigação concluída pela polícia, foi a de Canoas (RS), e não houve elementos de prática de crime.

Já a 99 alegou ao mesmo portal por meio de nota que prioriza a segurança de todos os seus usuários antes, durante e depois das viagens, principalmente das mulheres. Para proteger as passageiras, a plataforma alega que possui inteligências artificiais, como a Ártemis, desenvolvida em parceria com a consultoria feminista Think Eva. O robô  rastreia automaticamente e identifica uma série de palavras e contextos que podem estar relacionadas a assédio deixadas nos comentários ao fim das corridas, banindo agressores e direcionando atendimento humanizado às vítimas.

Ainda segundo a 99, todas as viagens são monitoradas em tempo real via GPS e os usuários têm à disposição recursos de gravação de áudio, compartilhamento de rota com contatos de segurança e botão para ligar direto para a polícia. A empresa disponibiliza o número 0800-888-8999 para atender passageiros e motoristas que tenham necessidade. 

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