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Novo protocolo para diagnostico de TDAH é aprovado pelo Ministério da Saúde

Novas diretrizes abrangem avaliação do grau de transtorno, acompanhamento, tratamento e controle mais efetivo dos distúrbios.

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Lançado desde a última quarta-feira, 3, no Diário Oficial da União, o protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde apresenta novas diretrizes com o objetivo de padronizar o diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que 4% da população mundial possui TDAH. No Brasil, são cerca de 2 milhões de adultos diagnosticados.

Segundo o Ministério, o transtorno é considerado uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por três sintomas envolvendo desatenção, hiperatividade e impulsividade em um nível elevado que o considerado padrão e disfuncional para a idade. Os sintomas começam na infância, entretanto, podem persistir ao longo de toda a vida.

Protocolo lançado pelo Ministério da Saúde com normas para o TDAH. Imagem: Reprodução.

“As dificuldades, muitas vezes, só se tornam evidentes a partir do momento em que as responsabilidades e a independência se tornam maiores, como quando a criança começa a ser avaliada no contexto escolar ou quando precisa se organizar para alguma atividade ou tarefa sem a supervisão dos pais”, ressaltou a pasta.

De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) o TDAH ocorre em 3 a 5% das crianças.

CAUSAS DE TDAH

Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, as principais causas do transtorno são:

  • Desatenção;
  • Hiperatividade-impulsividade: Está associado a dificuldades de relacionamento e comportamento com outras crianças, na infância. Nos meninos é mais perceptível. Em adultos, se manifesta na memória, com esquecimentos frequentes e desatenção em tarefas no trabalho;
  • Hereditariedade: Os genes não são os únicos responsáveis, mas representam uma predisposição ao desenvolvimento do TDAH;
  • Substâncias ingeridas na gravidez: Nicotina e álcool podem afetar consideravelmente algumas partes do cérebro do bebê;
  • Sofrimento fetal: Mulheres que tiveram algum tipo de sofrimento no parto geram sofrimento fetal, o que eleva as chances da criança desenvolver TDAH;
  • Exposição ao chumbo: Crianças pequenas que sofrem intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes ao TDAH;

Em crianças, o transtorno afeta cerca de 2 a 10 vezes mais do que a população adulta.

DIAGNÓSTICO

O Ministério também destaca que o diagnóstico pode ser realizado por psiquiatras, neurologistas, neuropediatras e pediatras, ou seja, é um processo multidisciplinar.

SEMANA NACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO TDAH

No dia 28 de junho, o Senado Federal aprovou a PL 4254/19 que cria a Semana Nacional de Conscientização do TDAH para lançar luz ao tema que deve ser mais debatido no país. A partir de 2023, o dia 1 de agosto será realizada a semana em alusão ao tema voltado à população, em relação à importância do diagnóstico, como identificar e qual o tratamento ideal.

*Com informações de Agência Brasil

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