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O mundo pode se tornar um lugar melhor?

Segundo alguns ensaios científicos, valores como compaixão e empatia podem diminuir nosso estresse e quadros de ansiedade

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Foto: Reprodução.

Depois da pandemia virou meio senso comum as pessoas refletirem se esse grande sofrimento coletivo iria levar a humanidade para um outro patamar de consciência e evolução. Será que vamos ficar mais empáticos? Ficaremos mais compassivos? Seremos mais bondosos? Passados dois anos do início desta crise sanitária, grande parte de nós continua cético se realmente a raça humana evoluiu alguma coisa para melhor. Será que ainda existe esperança?

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Alguns estudos científicos apontam para a direção de que fazer coisas boas faz você se sentir melhor e atende a uma necessidade psicológica básica da nossa formação psíquica, nos ajudando a sentir que nossa vida tem mais valor.

Um grande estudo controlado, coordenado pela Universidade de Toronto, tenta descobrir como fazer o bem pode ajudar a combater a ansiedade e depressão. Para a pesquisadora norte-americana Traci Baxley, professora da Florida Atlantic University, a saída está em ensinar comportamentos pró-sociais para nossos filhos e desta forma ir construindo uma nova geração de seres humanos, voltada para a compaixão e bondade. 

Foto: Reprodução.

Além da construção de uma sociedade mais equânime, agindo com bondade e compaixão, algumas substâncias químicas são liberadas pelo cérebro que ajuda a nos acalmar. Essas substâncias desaceleram a frequência cardíaca e liberam serotonina, que neutraliza sintomas de depressão.

Estes comportamentos pró-sociais muitas vezes vem com naturalidade para certas pessoas. Em outras precisarão ser ensinados. São comportamentos que requerem compaixão e empatia, a capacidade de reconhecer e se preocupar com as necessidades dos outros. 

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Os estudiosos oferecem algumas sugestões para estimular comportamentos pró-sociais em seus filhos.

Ouça e fique atento.

Em vez de tentar encontrar soluções para as preocupações de seus filhos, ouça com a intenção de ouvir e compreender os sentimentos deles. Não se precipite e tente consertar o problema ou tente obter as respostas ‘certas’ para suas perguntas.

Não é apenas o que você diz; é como você diz.

Nem sempre você saberá o que dizer, mas é importante reconhecer os sentimentos da criança, evitar ser crítico, dizer o que pensa sem julgamento e solicitar feedback. Por exemplo, se seu filho perguntar por que um sem-teto está tão sujo, explique que a pessoa não tem casa nem banheiro e talvez até sugira fazer uma doação de roupas ou alimentos para um abrigo.

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Aja quando possível.

Ao lidar com grandes eventos e questões de justiça social, como uma catástrofe ambiental, a morte de um ente querido, assassinato de negros pela polícia ou protestos contra a injustiça, esforce-se para esclarecer a desinformação. Talvez leiam juntos um livro que ajude as crianças a lidar com acontecimentos dolorosos e discuta que ação elas podem tomar para atenuar as circunstâncias.

Ser compassivo, empático e bondoso, são valores que mudam a nossa fisiologia, promovendo saúde em todos os âmbitos: mental, físico e social. Alguns gurus, filósofos e especialistas em autoconhecimento, afirmam que o ser humano vem programado para sentir e vivenciar todos esses valores, transformando o planeta a partir deles, se relacionando uns com os outros de forma mais consciente e amorosa. O que nos desconecta desses valores são as distrações da vida movidas principalmente por ego e vaidade.

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