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Promotoria Militar vai apurar caso de PM que atirou em fotógrafo em Ananindeua

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A Promotoria de Justiça Militar instaurou uma notícia de fato –  termo adotado para registrar uma denúncia – o apurar o caso do policial militar Paulo Fernando Leal, que atirou contra o fotógrafo Êxodo Happy de Jesus Santos, conhecido como Junior Hoffman, na tarde da última terça-feira ,26, na Cidade Nova, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém.

Júnior foi baleado pelo cabo PM, após interferir em uma discussão na qual, segundo testemunhas, Paulo Leal agredia a companheira, que estava com uma criança nos braços. O fotógrafo foi atingido com dois tiros na perna pelo PM.

Segundo o promotor Armando Brasil, será determinada instauração de conselho de disciplina junto à Corregedoria da Polícia Militar para investigar se o militar continua ou não nas fileiras da corporação.

O PM se apresentou na delegacia para prestar esclarecimentos na última quinta-feira, 28.

A vítima ficou dois dias internada no hospital metropolitano e passou por uma cirurgia na perna. Júnior já teve alta e se recupera em casa.

Em suas redes sociais, a deputada federal, Vivi Reis (Psol), se pronunciou sobre o caso.

“Junior foi baleado ao tentar defender uma mulher que estava sendo agredida pelo autor dos disparos. Ele segue internado no Hospital Metropolitano. O atirador é um PM, o que torna o crime ainda mais grave. Exigimos dos órgãos competentes que este criminoso seja devidamente responsabilizado. Da mesma forma, queremos respostas efetivas para o racismo que Júnior teria sofrido por parte dos policiais que foram atendê-lo […]”.

Veja a declaração:

Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato.

A PM também afirmou não compactua com os desvios de conduta de seus agentes e que acompanha o caso, bem como está tomando as medidas administrativas cabíveis.

Já a Polícia Civil, afirmou em nota que o caso foi registrado pela Seccional da Cidade Nova, em Ananindeua, e tramitado para a Divisão de Crimes Funcionais (DECRIF) para as devidas apurações.

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