Moradores do conjunto Natália Lins, no bairro Mangueirão, em Belém, denunciam o desaparecimento de um cachorro que vivia no local e era cuidado e alimentado comunitariamente. O animal sem raça definida (SRD) e de cor caramelo é conhecido como Cara Torta e apareceu há quatro meses no residencial, tendo sido “adotado” por várias pessoas. Eles temem que o cão tenha sido abandonado.
Os moradores afirmam que no último dia 28 de janeiro o vice-síndico do conjunto levou o cão alegando que daria a ele nova destinação. No entanto, o homem se recusa a informar para onde levou Cara Torta. De acordo com os moradores, o vice-síndico é funcionário DAS da prefeitura de Ananindeua.
No dia 31 de janeiro um grupo de moradores registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção Animal (DEMA) e entregaram áudios de conversas que tiveram com o suspeito. Nos diálogos, uma moradora pergunta insistentemente ao homem para onde foi levado o cachorro e ele se recusa a responder.
Em determinado momento, o vice-síndico diz que não é obrigado a responder nada e alega estar amparado pela Constituição Federal. “Artigo 5, inciso 63 da Constituição Federal diz que a pessoa não é obrigada a responder nada, nem perante ao delegado”, rebate ele.
Em outro áudio a moradora pergunta a um funcionário do condomínio, que teria ido junto com o vice-síndico levar cachorro para outro local. O trabalhador responde várias vezes que ela deve procurar o vice-síndico e perguntar. Em uma das vezes o funcionário diz que o cão teve a “destinação correta”, mas se nega a explicar o que isso significa.
Os moradores dizem que o vice-síndico foi intimado a depor mas não compareceu. Ele teria dado a justificativa de que estava com covid.
Entramos em contato com a prefeitura de Ananindeua e com a DEMA e aguardamos retorno sobre o caso.